No mercado de domínios, três termos aparecem com frequência quando o assunto é risco jurídico ou prática abusiva: cybersquatting, typosquatting e hijacking. Embora relacionados, eles descrevem situações bem distintas.
Cybersquatting ocorre quando alguém registra um domínio contendo o nome de uma marca, empresa ou pessoa conhecida, sem autorização, com a intenção de revendê-lo ou obter vantagem financeira. O domínio ainda não estava com o titular legítimo, mas foi registrado de forma oportunista. Disputas desse tipo costumam ser analisadas sob políticas administradas pela ICANN, especialmente por meio da UDRP.
Typosquatting é uma variação mais específica. Aqui, o registrante aposta no erro de digitação do usuário. Em vez de registrar exatamente o nome da marca, registra uma versão com letra trocada, omitida ou invertida. A intenção é capturar tráfego de quem digitou errado no navegador. Muitas vezes, o objetivo é exibir anúncios, redirecionar para concorrentes ou até aplicar golpes de phishing. Por envolver tentativa clara de confusão, costuma ser visto como evidência forte de má-fé.
Hijacking é algo diferente. Trata-se do sequestro de um domínio que já pertence legitimamente a alguém. Pode envolver invasão de conta no registrador, engenharia social ou transferência não autorizada. Não é registro oportunista, mas roubo direto de um ativo digital.
Em termos simples:
- No cybersquatting, alguém registra antes para tentar lucrar com o nome de terceiros.
- No typosquatting, alguém registra o erro do nome para capturar tráfego indevido.
- No hijacking, alguém toma um domínio que já tinha dono.
Para investidores sérios, a fronteira é clara. Termos genéricos e descritivos fazem parte do jogo legítimo. Já nomes ligados a marcas específicas, inclusive com variações ortográficas, representam alto risco jurídico. E proteger seus próprios domínios contra hijacking é obrigação básica: autenticação em dois fatores, e-mails seguros e bloqueio de transferência ativo. No ambiente digital, reputação e segurança caminham juntas. Entender essas diferenças é proteger patrimônio.
