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03 fevereiro 2026

SACI: o guardião invisível dos domínios no Brasil

Quem lida com domínios no Brasil, mais cedo ou mais tarde, esbarra em um termo curioso: SACI. Para quem vê de fora, o nome soa quase folclórico. E não por acaso. Mas, no contexto da internet brasileira, SACI é algo bem concreto e essencial.

SACI é a sigla para Sistema de Administração do Comitê Gestor da Internet no Brasil. Em termos simples, é o sistema usado pelo Registro.br para gerenciar tudo o que envolve domínios sob o .br: registros, renovações, transferências, contatos, servidores DNS e histórico técnico.

Se o domínio é o imóvel digital, o SACI é o cartório.

É por meio dele que o Registro.br aplica as regras definidas pelo CGI.br, garante unicidade dos nomes, resolve disputas administrativas e mantém a base de dados que sustenta a confiança no .br. Nada acontece fora do SACI. Nenhum domínio nasce, muda ou morre sem passar por ele.

O nome chama atenção porque dialoga com o imaginário brasileiro. Assim como o personagem do folclore, o SACI está sempre presente, mas quase nunca é visto. Ele age nos bastidores, garantindo que tudo funcione, enquanto o usuário final só vê o resultado: o site no ar, o e-mail funcionando, o endereço resolvendo corretamente.

Tecnicamente, o SACI concentra funções críticas. É ali que se definem os responsáveis legais por um domínio, os contatos administrativos, técnicos e financeiros. É ali que se configuram servidores DNS, se acompanham prazos de expiração e se resolvem inconsistências. Também é ali que ficam registradas as trilhas de responsabilidade, algo fundamental em casos de conflito, fraude ou uso indevido.

Para quem investe em domínios, o SACI tem um peso ainda maior. Ele é a prova de posse. Diferente de plataformas privadas, onde a relação é mediada por contratos comerciais complexos, o Registro.br opera com regras claras, públicas e relativamente estáveis. O que está no SACI tem valor jurídico e técnico. Outro ponto importante é que o SACI reforça uma característica singular do .br: a ideia de internet como infraestrutura pública, não apenas como mercado. O sistema existe para organizar, proteger e dar previsibilidade ao ecossistema digital brasileiro, não para especular ou inflar artificialmente ativos.

Por isso, entender o SACI é entender como o Brasil decidiu estruturar sua presença na internet. Com governança local, regras transparentes e um sistema que prioriza estabilidade e responsabilidade. No fim, o SACI não aparece no navegador, não vira marca e não gera tráfego. Mas sem ele, nada disso existiria de forma confiável. Como no folclore, ele pode até parecer invisível. Mas é ele que garante que o chão não desapareça sob os pés.

02 fevereiro 2026

Punycode: o nome que você vê e o nome que a internet entende

Quando alguém digita peruíbe.online, a experiência é simples, natural e correta em português. O nome está escrito como deve ser, com acento, respeitando a cidade, a língua e a identidade local. Mas por trás dessa simplicidade existe um detalhe técnico que quase ninguém percebe.

A infraestrutura da internet não foi criada para lidar com acentos e caracteres especiais. O sistema de domínios, o DNS, trabalha apenas com letras básicas, números e hífen. Para que nomes como peruíbe.online funcionem, foi criado um mecanismo de tradução.

Esse tipo de domínio é chamado de IDN (Internationalized Domain Name). Ele permite que palavras com acentos existam na web. Só que, nos bastidores, o IDN é convertido para um formato técnico chamado Punycode.

Por isso, tecnicamente, peruíbe.online é representado como xn--perube-6va.online

Esse endereço “estranho” não é um problema, nem algo visível para o usuário comum. Ele existe apenas para que servidores e navegadores consigam entender e processar o domínio corretamente. Para as pessoas, o nome continua sendo peruíbe.online.

Isso não atrapalha o SEO porque os principais mecanismos de busca, como o Google, entendem perfeitamente domínios internacionalizados. Eles indexam, rastreiam e classificam o site com base no nome com acento, não na forma em Punycode. Para o SEO, peruíbe.online é tratado como qualquer outro domínio.

O que realmente influencia o SEO não é o acento no domínio, mas fatores como: conteúdo relevante, estrutura do site, experiência do usuário, autoridade, links, consistência do nome.

Na prática, um domínio com acento pode até ajudar no reconhecimento local e na memorização, especialmente quando o nome é uma cidade, um sobrenome ou uma palavra do idioma.

Existem apenas alguns cuidados técnicos simples: garantir que o site responda corretamente ao domínio com acento, definir redirecionamentos claros (com ou sem www), usar sempre a mesma versão do domínio nos links internos e externos. Fora isso, não há penalidade, desvantagem ou perda de força em buscadores. O Punycode é só a linguagem da máquina. O nome com acento é a linguagem das pessoas. E, no fim, SEO continua sendo sobre pessoas encontrando algo que faz sentido para elas e não sobre como o endereço é escrito por trás das cortinas.


25 janeiro 2026

GoDaddy muda a monetização de domínios e encerra o ciclo do AdSense para Domínios

A GoDaddy anunciou em 22 de janeiro de 2026 uma mudança importante na forma como monetiza domínios estacionados. O programa afetado é o CashParking, que deixa de utilizar o Google AdSense para Domínios e passa a operar com Google Related Search for Content (RSOC) e anúncios do Yahoo.

Essa transição acontece porque o próprio Google decidiu encerrar o feed do AdSense voltado especificamente para domínios. Com isso, a GoDaddy precisou reestruturar seu modelo de monetização para manter a exibição de anúncios e a geração de receita para seus clientes.

Na prática, as páginas do tipo “Em breve” passam a ser redirecionadas para o RSOC, que se torna o principal canal de monetização. O tráfego será roteado dinamicamente entre o RSOC e o Yahoo, de acordo com a previsão de desempenho, buscando maximizar os resultados financeiros.

Para os clientes que desejarem, os anúncios Pay-Per-Click do Yahoo continuam disponíveis, mas apenas mediante solicitação direta ao suporte da GoDaddy. Já os banners de “À venda” não sofrem alterações e seguem operando normalmente, com pagamentos realizados conforme o cronograma habitual.

A mudança marca o fim de uma era para quem utilizava o AdSense para Domínios e sinaliza uma nova fase na monetização de domínios estacionados dentro do ecossistema da GoDaddy.

22 janeiro 2026

GoDaddy muda estratégia e passa a usar SearchHounds para monetizar domínios estacionados

Com o fim do AdSense para Domínios, anunciado e efetivado pelo Google no ano passado, registradoras e empresas de estacionamento de domínios precisaram se adaptar rapidamente a um novo cenário. A GoDaddy, uma das maiores registradoras do mundo, respondeu a esse desafio adotando o SearchHounds como alternativa para monetizar domínios estacionados.

Historicamente, a monetização de domínios não utilizados funcionava de forma relativamente simples: páginas “em breve” ou estacionadas exibiam anúncios contextuais baseados em palavras-chave do próprio domínio. O encerramento do AdSense para Domínios rompeu esse modelo e deixou um vazio importante na receita gerada por grandes portfólios de domínios.

Diante disso, muitas empresas do setor passaram a recorrer ao Google Related Search for Content (RSOC). O problema é que o RSOC exige a presença de algum conteúdo real na página para que os anúncios possam ser exibidos, o que inviabiliza a monetização direta de domínios totalmente vazios ou apenas estacionados.

A solução adotada pela GoDaddy foi contornar essa exigência técnica por meio do SearchHounds. Em vez de manter cada domínio com uma página individual, a empresa passou a redirecionar múltiplos domínios estacionados para páginas hospedadas no SearchHounds. Essas páginas apresentam um conteúdo mínimo e uma lista de buscas relacionadas ao tema do domínio.

Quando o usuário clica em uma dessas buscas, é direcionado a uma página adicional, também com conteúdo básico, onde então são exibidos anúncios do Google. Dessa forma, a GoDaddy consegue manter a monetização ativa sem precisar desenvolver conteúdo exclusivo para cada domínio estacionado.

A implementação dessa estratégia aconteceu logo após a aposentadoria oficial do AdSense para Domínios, em setembro do ano passado, indicando uma resposta rápida e pragmática à mudança imposta pelo Google. Trata-se de um ajuste estratégico para preservar fluxos de receita em um ambiente de publicidade digital cada vez mais restritivo e dependente de conteúdo.

Esse movimento da GoDaddy ilustra bem como o mercado de domínios está sendo forçado a evoluir. A era do estacionamento puramente passivo, baseado apenas em palavras-chave, dá lugar a soluções híbridas, que misturam redirecionamento, conteúdo mínimo e engenharia de tráfego para continuar viabilizando a monetização.

19 janeiro 2026

Quando o domínio ideal não está livre: caminhos inteligentes para garantir o endereço certo

A escolha de um nome de domínio disponível é uma das maiores preocupações para quem deseja estabelecer ou fortalecer uma presença digital. Encontrar um endereço que represente fielmente a identidade de uma marca tornou-se uma tarefa cada vez mais complexa, especialmente em um cenário no qual cerca de 100 mil novos domínios são registrados diariamente. Ainda assim, o fato de um domínio aparecer como indisponível não significa, necessariamente, que ele esteja perdido para sempre.

Compreender a real disponibilidade de um domínio vai muito além de uma simples busca em um site de registro. É preciso conhecer o funcionamento do ecossistema de domínios como um todo, incluindo aspectos técnicos, como o sistema de nomes de domínio (DNS), e fatores comerciais, como a atuação do mercado secundário. Saber interpretar e reagir à notificação de “domínio indisponível” pode abrir portas para oportunidades que, à primeira vista, parecem inexistentes.

Para empresas em fase inicial, marcas em processo de reposicionamento ou negócios que planejam expandir sua atuação para novos mercados, contar com uma estratégia sólida de aquisição de domínio é fundamental. Essa decisão estratégica pode influenciar diretamente a percepção do público, o alcance da marca e até mesmo o desempenho em mecanismos de busca. Optar por um domínio improvisado pode limitar o crescimento, enquanto garantir um nome forte e memorável pode consolidar a identidade digital por muitos anos.

Entre as abordagens mais eficazes estão o contato direto com o atual titular do domínio, a intermediação por corretores especializados e a análise de extensões alternativas que ainda mantenham coerência com a marca. Além disso, o acompanhamento de datas de expiração pode revelar oportunidades valiosas, já que muitos domínios não são renovados e retornam ao mercado.

O mercado secundário de domínios desempenha um papel central nesse processo, oferecendo diferentes possibilidades de aquisição por meio de leilões, domínios expirados e negociações privadas. Com pesquisa, paciência e uma estratégia bem definida, é possível transformar um domínio aparentemente inacessível em um ativo estratégico para o sucesso online.