Kris Marszalek, CEO da Crypto.com, acaba de entrar para a história do mercado digital ao adquirir o domínio AI.com por US$ 70 milhões. O valor supera com folga o recorde anterior, que girava em torno de US$ 50,000,000, pago pelo Carinsurance.com, e reforça o peso estratégico de domínios curtos e absolutamente genéricos na nova economia tecnológica.
A transação foi realizada integralmente em criptomoeda, com um vendedor que preferiu não se identificar. O negócio foi intermediado por Larry Fischer, da GetYourDomain.com, que confirmou oficialmente a venda e o montante envolvido.
Mais do que uma aquisição simbólica, o domínio já tem destino claro. O novo site será lançado neste fim de semana, com anúncio previsto durante o Super Bowl, um dos espaços publicitários mais disputados do planeta. A proposta é ambiciosa: oferecer um agente de inteligência artificial pessoal, capaz de trocar mensagens com usuários, acessar aplicativos e até auxiliar na negociação de ações.
Com esse movimento, Marszalek não apenas estabelece um novo recorde no mercado de domínios, como também se posiciona de forma agressiva na vanguarda do setor de IA emergente. A compra do AI.com sinaliza uma aposta clara na convergência entre inteligência artificial, criptoeconomia e plataformas de uso massivo, onde marca, simplicidade e autoridade semântica podem valer dezenas de milhões de dólares.
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08 fevereiro 2026
CEO da CRYPTO.COM compra domínio AI.COM por US$ 70,000,000
06 fevereiro 2026
VeriSign: crescimento de domínios, novos serviços de segurança e perspectivas para 2026
A VeriSign segue ocupando uma posição central na infraestrutura da internet global. Conhecida principalmente por operar registros críticos como .com e .net, a empresa continua apresentando crescimento consistente no número de domínios registrados, mesmo em um cenário de maior seletividade por parte de empresas e investidores digitais.
Nos últimos anos, o mercado de domínios passou por uma fase de maturação. O crescimento já não é apenas quantitativo, mas qualitativo. Nesse contexto, a VeriSign se beneficia da força das extensões tradicionais, que seguem sendo vistas como ativos confiáveis, líquidos e universais. Em um ambiente digital cada vez mais fragmentado, .com e .net permanecem como referências de credibilidade.
Além do core business de domínios, a VeriSign vem ampliando sua atuação em serviços de segurança digital. Soluções relacionadas a DNS seguro, proteção contra ataques de negação de serviço, autenticação e integridade de dados ganham relevância à medida que a internet se torna mais crítica para governos, empresas e sistemas financeiros. A segurança deixa de ser um diferencial e passa a ser uma exigência estrutural.
Outro ponto importante é o posicionamento estratégico da empresa frente à inteligência artificial, automação e crescimento do tráfego global. O aumento do uso de IA, aplicações em tempo real e serviços descentralizados pressiona a infraestrutura da internet, elevando a importância de sistemas resilientes, estáveis e altamente confiáveis — exatamente o território onde a VeriSign atua.
Para 2026, as perspectivas indicam continuidade de crescimento moderado, porém sólido. A empresa tende a se beneficiar menos de modismos tecnológicos e mais de fundamentos duradouros: confiança, escala, previsibilidade e papel sistêmico. Em um mundo digital cada vez mais instável, negócios que operam nos bastidores, garantindo que tudo simplesmente funcione, tendem a se tornar ainda mais valiosos.
A VeriSign não é uma empresa de manchetes chamativas, mas de engrenagem essencial. E, muitas vezes, é exatamente aí que reside o verdadeiro poder de longo prazo.
05 fevereiro 2026
Sequestro Reverso de Domínio: quando a lei é usada para tomar o que não é seu
Pouca gente fora do mercado de domínios conhece esse termo, mas ele é mais comum do que parece. Sequestro reverso de domínio acontece quando alguém tenta tomar um domínio legítimo usando pressão jurídica, e não invasão técnica. Em vez de hackear, a estratégia é alegar violação de marca, mesmo quando o domínio foi registrado antes da marca existir ou quando o nome é genérico, descritivo ou de uso comum. O objetivo é forçar a transferência pelo cansaço, pelo medo ou pelo custo de defesa.
O mecanismo mais usado nesses casos é o UDRP, criado para combater cybersquatting (o registro de domínios com nomes de marcas ou pessoas famosas, feito de má-fé, com o objetivo de lucrar, confundir usuários ou forçar uma venda ao verdadeiro titular).
O problema começa quando esse instrumento é usado ao contrário, por empresas ou indivíduos que sabem que não têm direito, mas apostam na assimetria de poder. Um domínio antigo, registrado de boa-fé, sem intenção de confundir consumidores ou se aproveitar de marca alheia, não deveria ser alvo de disputa. Ainda assim, muitos são. E nem sempre o alvo perde o domínio, mas quase sempre perde tempo, tranquilidade e dinheiro.
Quando um painel reconhece o sequestro reverso, isso significa que a tentativa foi feita de má-fé. É uma marca negativa para quem acusa, mas essa constatação ainda é rara, o que incentiva novas tentativas abusivas. Conhecer esse conceito é uma forma de proteção. Domínio não é apenas endereço na internet. É ativo, identidade e, muitas vezes, patrimônio construído com visão de longo prazo.
04 fevereiro 2026
Domain Aftermarket: o que é o mercado secundário de domínios e por que ele importa
Quando alguém registra um domínio pela primeira vez, está atuando no mercado primário. Já o mercado secundário de domínios, também chamado de domain aftermarket, é onde entram os domínios que já foram registrados antes e agora estão sendo revendidos, negociados ou transferidos entre partes.
Esse mercado funciona de forma muito parecida com o de imóveis. Nem todo bom terreno está disponível diretamente com a “prefeitura”. Muitos dos melhores endereços já têm dono. Se você quer aquele ponto específico, precisa negociar com quem já possui.
No universo digital, acontece o mesmo. Domínios curtos, claros, semanticamente fortes e fáceis de lembrar tendem a ser registrados cedo. Com o tempo, eles se tornam escassos. O aftermarket existe justamente para permitir que esses ativos circulem, encontrem novos projetos e ganhem valor econômico. Por que isso importa? Porque o domínio não é apenas um endereço técnico. Ele influencia confiança, percepção de marca, memorização, cliques e até conversão. Um bom domínio reduz atrito. Ele explica o projeto antes mesmo do conteúdo. Em muitos casos, vale mais do que campanhas inteiras de marketing.
Empresas, startups, criadores e investidores recorrem ao mercado secundário quando querem posicionamento imediato. Em vez de adaptar o projeto a um nome disponível, escolhem o nome certo e constroem a partir dele. Além disso, o aftermarket ajuda a precificar a escassez. Quando domínios são negociados abertamente, cria-se referência de valor. Isso profissionaliza o setor, afasta improviso e mostra que domínios são ativos digitais reais, não apenas detalhes técnicos.
Em um mundo cada vez mais competitivo pela atenção, o endereço certo faz diferença. O mercado secundário existe porque bons nomes não desaparecem. Eles mudam de mãos. E quem entende isso joga o jogo com vantagem desde o início.
03 fevereiro 2026
SACI: o guardião invisível dos domínios no Brasil
Quem lida com domínios no Brasil, mais cedo ou mais tarde, esbarra em um termo curioso: SACI. Para quem vê de fora, o nome soa quase folclórico. E não por acaso. Mas, no contexto da internet brasileira, SACI é algo bem concreto e essencial.
SACI é a sigla para Sistema de Administração do Comitê Gestor da Internet no Brasil. Em termos simples, é o sistema usado pelo Registro.br para gerenciar tudo o que envolve domínios sob o .br: registros, renovações, transferências, contatos, servidores DNS e histórico técnico.
Se o domínio é o imóvel digital, o SACI é o cartório.
É por meio dele que o Registro.br aplica as regras definidas pelo CGI.br, garante unicidade dos nomes, resolve disputas administrativas e mantém a base de dados que sustenta a confiança no .br. Nada acontece fora do SACI. Nenhum domínio nasce, muda ou morre sem passar por ele.
O nome chama atenção porque dialoga com o imaginário brasileiro. Assim como o personagem do folclore, o SACI está sempre presente, mas quase nunca é visto. Ele age nos bastidores, garantindo que tudo funcione, enquanto o usuário final só vê o resultado: o site no ar, o e-mail funcionando, o endereço resolvendo corretamente.
Tecnicamente, o SACI concentra funções críticas. É ali que se definem os responsáveis legais por um domínio, os contatos administrativos, técnicos e financeiros. É ali que se configuram servidores DNS, se acompanham prazos de expiração e se resolvem inconsistências. Também é ali que ficam registradas as trilhas de responsabilidade, algo fundamental em casos de conflito, fraude ou uso indevido.
Para quem investe em domínios, o SACI tem um peso ainda maior. Ele é a prova de posse. Diferente de plataformas privadas, onde a relação é mediada por contratos comerciais complexos, o Registro.br opera com regras claras, públicas e relativamente estáveis. O que está no SACI tem valor jurídico e técnico. Outro ponto importante é que o SACI reforça uma característica singular do .br: a ideia de internet como infraestrutura pública, não apenas como mercado. O sistema existe para organizar, proteger e dar previsibilidade ao ecossistema digital brasileiro, não para especular ou inflar artificialmente ativos.
Por isso, entender o SACI é entender como o Brasil decidiu estruturar sua presença na internet. Com governança local, regras transparentes e um sistema que prioriza estabilidade e responsabilidade. No fim, o SACI não aparece no navegador, não vira marca e não gera tráfego. Mas sem ele, nada disso existiria de forma confiável. Como no folclore, ele pode até parecer invisível. Mas é ele que garante que o chão não desapareça sob os pés.
