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Encontre domínios com alto potencial de marca, investimento e valorização. A Sedo conecta compradores e vendedores com segurança, transparência e alcance internacional.




16 fevereiro 2026

RegistroBR: a escolha do segundo nível e suas vantagens

Quando o Registro.br estruturou o domínio brasileiro em segundo nível — criando extensões como .com.br, .org.br, .net.br e .gov.br, entre outras, não foi apenas uma decisão técnica. Foi uma decisão estratégica sobre como organizar a identidade digital do país.

Em vez de liberar diretamente “palavra.br”, optou-se por um modelo categorizado. À primeira vista, pode parecer menos elegante do que um .br puro. Mas essa escolha trouxe vantagens importantes.

A primeira foi organização. Nos anos 90, a internet ainda era vista como um território que precisava de ordem. Separar empresas, organizações, governo e educação ajudava a criar clareza institucional e evitar confusão.

A segunda vantagem foi previsibilidade. Um endereço .gov.br, por exemplo, comunica imediatamente autoridade pública. Um .edu.br indica instituição de ensino reconhecida. Essa estrutura fortalece confiança e reduz ambiguidades.

A terceira foi proteção estratégica. Ao manter categorias distintas, tornou-se mais fácil reservar e proteger termos sensíveis, nomes oficiais e estruturas críticas do Estado.

A quarta vantagem foi contenção de conflitos iniciais. Em vez de uma corrida caótica por nomes curtos sob .br, o sistema distribuiu a demanda entre diferentes categorias, diluindo disputas e organizando o crescimento.

Além disso, o modelo brasileiro ficou mais próximo do adotado pelo United Kingdom, que também utiliza segundo nível estruturado (.co.uk, .org.uk), diferenciando-se do modelo mais aberto dos United States, onde o .com se tornou praticamente universal. Pode-se argumentar que um .br direto teria mais força estética e valor simbólico. Mas a arquitetura escolhida privilegiou governança, estabilidade e segurança institucional. O segundo nível não foi limitação. Foi uma estratégia de construção. Uma decisão que priorizou ordem antes de velocidade — e que moldou a forma como o Brasil existe na internet até hoje.


15 fevereiro 2026

DomainFi, Doma Protocol e o futuro financeiro dos domínios

O mercado de domínios pode estar entrando em uma nova fase estrutural. O conceito de DomainFi propõe ir além da função tradicional de um nome como simples endereço na internet. A ideia é transformar domínios em ativos digitais programáveis, capazes de circular em ambientes de blockchain, gerar liquidez, servir como garantia financeira e integrar aplicações descentralizadas.

DomainFi parte de um princípio objetivo: domínios já são ativos digitais escassos, únicos e negociáveis. Há décadas eles são comprados, vendidos, valorizados e utilizados como reserva estratégica por empresas e investidores. O que muda agora não é a natureza do ativo, mas a infraestrutura ao redor dele. Ao integrar o sistema tradicional de DNS ao universo Web3, abre-se espaço para tokenização, fracionamento econômico, automação por contratos inteligentes e criação de mercados mais fluidos. Nesse cenário surge o Doma Protocol, desenvolvido pela D3 Global. Ele atua como a camada técnica que conecta domínios tradicionais à blockchain. Em vez de substituir o DNS ou competir com ele, o protocolo busca funcionar como uma ponte entre o sistema coordenado pela ICANN e as aplicações descentralizadas.

O ponto central é compatibilidade. O Doma Protocol não pretende criar um sistema paralelo desconectado da internet tradicional. Ele opera com a lógica de integração, trabalhando por meio de registradores acreditados e respeitando contratos, políticas e ciclos de vida já estabelecidos. Essa abordagem é fundamental para que qualquer inovação nesse campo tenha viabilidade real. Na prática, isso pode permitir que um domínio seja representado on-chain, negociado em mercados digitais, utilizado como colateral em operações financeiras ou até dividido economicamente entre múltiplos investidores. O controle técnico do DNS continua seguindo as regras existentes, enquanto a camada blockchain adiciona novas possibilidades econômicas.

Se esse modelo ganhar adoção, o impacto pode ser significativo. O mercado de domínios, que historicamente depende de negociações privadas ou marketplaces centralizados, pode ganhar novas formas de liquidez, transparência e acesso global. Investidores poderiam participar de domínios premium com aportes menores. Proprietários poderiam explorar novos modelos de monetização além da simples revenda. Ainda estamos em um estágio de construção e testes. Questões regulatórias, jurídicas e técnicas precisam amadurecer. No entanto, o movimento sinaliza uma mudança conceitual importante: o domínio deixa de ser apenas infraestrutura de presença digital e passa a ser visto também como instrumento financeiro dentro de uma economia programável.

Se no passado o valor de um domínio estava ligado exclusivamente à sua capacidade de gerar tráfego, marca ou autoridade, no futuro ele pode incorporar também funcionalidades financeiras integradas a redes descentralizadas. DomainFi é a tese. O Doma Protocol é a tentativa de execução técnica dessa tese. E o mercado observa atentamente os próximos passos.


14 fevereiro 2026

O que é Taxa de Acreditação?

A taxa de acreditação é o valor que um registrador de domínios paga à ICANN para poder atuar oficialmente como empresa autorizada a registrar e administrar nomes de domínio na internet.

Para vender extensões como .com, .net, .org e centenas de outros TLDs genéricos, a empresa precisa assinar um contrato chamado Registrar Accreditation Agreement (RAA). Esse contrato estabelece obrigações técnicas, jurídicas e operacionais. A taxa de acreditação é uma das exigências centrais desse acordo.

Em geral, essa cobrança possui dois componentes. O primeiro é uma taxa fixa anual, necessária para manter o status ativo de registrador credenciado. O segundo pode envolver valores variáveis, calculados com base no volume de domínios sob gestão ou na quantidade de transações realizadas ao longo do período. Ou seja, quanto maior a operação, maior tende a ser a contribuição.

Esses recursos financiam a própria estrutura da ICANN: fiscalização de conformidade contratual, manutenção da estabilidade e segurança do sistema de nomes de domínio (DNS), desenvolvimento de políticas globais, auditorias, resolução de disputas e processos de governança multissetorial. A ICANN é um dos exemplos mais conhecidos desse modelo de governança, no qual diferentes setores participam da tomada de decisões. Em vez de ser controlada exclusivamente por um governo ou por um grupo privado, ela opera com participação aberta de múltiplos atores, incluindo registradores, registros, empresas de tecnologia, organizações da sociedade civil, especialistas técnicos, advogados de propriedade intelectual e representantes governamentais em comitês consultivos.

Na prática, quando surge uma questão — como regras sobre dados de WHOIS, políticas de novos TLDs ou procedimentos de transferência de domínios — o tema é debatido em grupos de trabalho formados por esses diferentes setores. As propostas passam por consultas públicas, revisões, debates técnicos e votações internas antes de se tornarem políticas oficiais. A ideia central é evitar concentração de poder e garantir que decisões que afetam a internet global sejam construídas de forma colaborativa e transparente, especialmente porque o sistema de nomes de domínio é uma infraestrutura crítica utilizada por governos, empresas e bilhões de usuários.

Além do aspecto financeiro, a acreditação também impõe responsabilidades importantes. O registrador precisa manter dados atualizados, seguir regras de proteção ao consumidor, cumprir políticas de transferência de domínios, colaborar com exigências técnicas de segurança e respeitar normas internacionais relacionadas à propriedade intelectual e ao uso abusivo de domínios.

Se a empresa deixa de pagar a taxa, ela entra em situação de descumprimento contratual. A ICANN pode emitir uma notificação formal e conceder prazo para regularização. Caso o problema persista, o registrador pode sofrer sanções, incluindo suspensão ou até perda da acreditação, o que o impede de continuar operando diretamente.

A taxa de acreditação, portanto, não é apenas uma cobrança administrativa. Ela é o mecanismo que garante que o registrador faça parte oficialmente do ecossistema global de domínios, operando sob regras comuns, fiscalização contínua e padrões internacionais de funcionamento.

13 fevereiro 2026

Por que alguns usuários europeus ainda usam e até preferem domínios com hífen?

Domínios com hífen são simplesmente nomes de sites onde duas ou mais palavras são ligadas pelo sinal “-”, e embora muitas vezes seja dito que eles são menos elegantes ou menos memoráveis, ainda há lugares e situações onde eles aparecem com frequência e até fazem sentido para os usuários e marcas. Do ponto de vista técnico, o sistema de nomes de domínio (DNS) aceita hífens como um dos poucos caracteres permitidos além de letras e números, e na codificação punycode usada para domínios internacionalizados os hífens fazem parte da representação padrão de muitos nomes com caracteres especiais. Isso significa que eles são uma opção prática e funcional na internet.

Na Europa há algumas razões culturais e linguísticas que ajudam a explicar por que domínios com hífen aparecem com mais frequência do que em outras regiões. Em idiomas como o alemão, por exemplo, muitas palavras compostas podem ficar difíceis de ler ou interpretar quando escritas juntas, sem um sinal de separação. Isso leva designers, registradores e empresas locais a usar hífens para tornar o nome do domínio mais claro quando convertido em endereço web.

Quando observamos os principais ccTLDs europeus, vemos extensões fortes como .de (Alemanha), .uk (Reino Unido), .nl (Holanda), .fr (França) e .eu (União Europeia). Embora não exista um levantamento oficial que comprove preferência estatística por hífens nesses países, o mercado alemão é frequentemente citado como um dos que mais utiliza domínios com hífen. Parte disso se explica pela estrutura da língua alemã, rica em palavras compostas longas, e também pela maturidade do mercado, onde muitos nomes curtos e sem hífen já foram registrados há anos, tornando as versões com hífen alternativas viáveis e aceitáveis.

É importante destacar que não há evidência formal de que usuários europeus, de forma geral, “prefiram” domínios com hífen. O que existe é um uso historicamente mais comum em determinados mercados, especialmente de língua germânica, seja por clareza visual, seja por disponibilidade de nomes. Em muitos casos, o domínio com hífen melhora a legibilidade e reduz ambiguidades, principalmente quando envolve duas palavras distintas.

Do ponto de vista de SEO, não há penalização automática por usar hífen no domínio. Motores de busca como o Google já indicaram que o hífen não é um fator negativo por si só. A diferença maior costuma estar na percepção do usuário: domínios sem hífen tendem a ser vistos como mais “premium” ou mais fáceis de memorizar, enquanto domínios com hífen podem exigir maior cuidado na comunicação verbal e na digitação. A escolha entre usar ou não hífen deve considerar clareza, branding, disponibilidade e estratégia, e não apenas uma regra generalizada sobre preferência.

12 fevereiro 2026

Como pesquisar a reputação de um domínio antes de comprar

Comprar um domínio que já foi utilizado anteriormente pode ser uma oportunidade… ou uma armadilha. Um nome pode parecer perfeito, curto e estratégico, mas carregar um histórico problemático invisível à primeira vista. Antes de adquirir qualquer domínio usado, é essencial investigar a reputação digital dele.

- Primeiro passo: verificar o histórico de uso.

Utilize ferramentas como o Wayback Machine para ver versões antigas do site. Observe que tipo de conteúdo era publicado. Era um blog legítimo? Um e-commerce real? Ou páginas com spam, conteúdo adulto, apostas ou redirecionamentos suspeitos? Se o domínio foi usado para atividades duvidosas, isso pode ter deixado marcas negativas.

- Segundo passo: checar indexação no Google.

Pesquise no Google usando o comando site:nomedodominio.com. Veja se ainda existem páginas indexadas. Se aparecerem conteúdos estranhos ou termos suspeitos, é sinal de alerta. Se não aparecer nada, pode significar que o domínio foi removido do índice por penalização.

- Terceiro passo: verificar listas de spam e blacklist.

Existem serviços online que mostram se o domínio está listado em bases de spam ou malware, tais como Virus Total, Google Safe Browsing e MX Lookup Tool. Se ele já foi usado para envio de e-mails em massa, phishing ou golpes, pode estar bloqueado por provedores de e-mail e navegadores. Isso afeta credibilidade e entrega de e-mails no futuro.

- Quarto passo: analisar backlinks.

Ferramentas de SEO permitem verificar quais sites apontam links para aquele domínio. Se os backlinks forem de sites de baixa qualidade, fazendas de links ou páginas suspeitas, isso pode indicar uso anterior para manipulação de ranking ou spam.

- Quinto passo: verificar reputação de e-mail.

Se você pretende usar o domínio para e-mails corporativos, é fundamental checar se ele já foi associado a spam. Um histórico ruim pode prejudicar a entrega de mensagens, mesmo após troca de proprietário.

- Sexto passo: pesquisar menções públicas.

Coloque o nome do domínio entre aspas no Google e veja se há reclamações, denúncias ou registros em fóruns. Às vezes o problema não é técnico, mas reputacional.


Riscos envolvidos na compra de domínio com histórico negativo:

- Penalização em mecanismos de busca: Se o domínio foi punido pelo Google, recuperar a confiança pode levar meses ou até anos.

- Bloqueio de e-mails: provedores podem rejeitar mensagens enviadas a partir daquele domínio.

- Desconfiança do público: se o nome já esteve associado a golpes ou conteúdo impróprio, a reputação pode estar comprometida.

- Perda de tempo e investimento: você pode gastar com desenvolvimento, marketing e SEO para depois descobrir que está construindo sobre base contaminada.


Quando pode valer a pena comprar mesmo assim?

- Se o domínio for extremamente forte e o problema tiver sido pontual e antigo.

- Se você conseguir comprovar que a penalização já foi removida.

- Se o histórico não tiver envolvido fraude ou atividades ilegais graves.


Domínios com histórico limpo são ativos. Domínios com histórico obscuro são passivos ocultos. Comprar domínio usado exige a mesma lógica de comprar carro usado: aparência engana, documento precisa ser analisado e histórico faz toda a diferença. Antes de fechar negócio, investigue. O custo de pesquisa é mínimo perto do risco de carregar uma reputação negativa por anos.

11 fevereiro 2026

Empresas de IA impulsionam vendas de domínios e ccTLDs superam .com na Sedo

O mercado de domínios segue refletindo os movimentos da economia digital, e a inteligência artificial aparece agora como protagonista. Na última semana, seis das treze vendas para usuários finais na Sedo foram realizadas por empresas de IA. O dado não é apenas estatístico: ele revela uma corrida estratégica por posicionamento de marca em um setor que cresce de forma acelerada e competitiva.

Quando empresas de inteligência artificial compram domínios, elas não estão apenas adquirindo um endereço na internet. Estão garantindo autoridade, memorabilidade e vantagem competitiva. Em um mercado onde confiança e inovação caminham juntas, o domínio certo pode representar clareza, poder de marca e diferenciação imediata.

Outro ponto que chama atenção é o desempenho das extensões. Nas vendas públicas acima de USD 2,000, os ccTLDs superaram os tradicionais .com. Foram 37 ccTLDs vendidos contra 27 .com. Esse movimento sinaliza uma mudança relevante no comportamento do mercado. Extensões nacionais estão ganhando força, seja por estratégia de posicionamento local, branding criativo ou disponibilidade de nomes mais curtos e diretos.

Durante décadas, o .com foi considerado padrão absoluto. Hoje, embora continue forte, já não reina sozinho. A valorização dos ccTLDs mostra que o mercado está mais aberto, estratégico e orientado por identidade. Empresas buscam nomes que comuniquem propósito, território e nicho, não apenas tradição.

A combinação entre o avanço da IA e a diversificação das extensões aponta para um novo ciclo no setor de domínios: mais segmentado, mais competitivo e cada vez mais estratégico. Para investidores e empreendedores atentos, os sinais estão claros. O jogo mudou e quem entende as tendências compra antes.

10 fevereiro 2026

Unstoppable Domains mira 2026 com planos ambiciosos de expansão

A Unstoppable Domains sinalizou um movimento estratégico importante para 2026, apostando na consolidação de um ano marcado por forte crescimento e ganho de relevância no mercado de domínios digitais. A empresa pretende capitalizar esse momento positivo para ampliar sua atuação e reforçar sua posição como uma das protagonistas do setor.

Segundo o CEO Matthew Gould, a expectativa é que esse novo ciclo atraia ainda mais investidores em domínios, impulsionados pela combinação de inovação, adoção crescente e novas oportunidades ligadas à identidade digital. A visão da companhia é clara: expandir o ecossistema e torná-lo cada vez mais atrativo para usuários e investidores.

Um dos pilares centrais dessa estratégia é a intenção de se candidatar a novos domínios de topo (TLDs) junto à ICANN ainda em 2026. Caso se concretize, esse passo pode representar uma expansão significativa do portfólio da Unstoppable Domains e um impacto relevante no mercado global de nomes de domínio, especialmente no contexto da Web3 e da descentralização da identidade online.

08 fevereiro 2026

CEO da CRYPTO.COM compra domínio AI.COM por USD 70,000,000

Kris Marszalek, CEO da Crypto.com, acaba de entrar para a história do mercado digital ao adquirir o domínio AI.com por USD 70,000,000. O valor supera com folga o recorde anterior, que girava em torno de USD 50,000,000, pago pelo Carinsurance.com, e reforça o peso estratégico de domínios curtos e absolutamente genéricos na nova economia tecnológica.

 A transação foi realizada integralmente em criptomoeda, com um vendedor que preferiu não se identificar. O negócio foi intermediado por Larry Fischer, da GetYourDomain.com, que confirmou oficialmente a venda e o montante envolvido.

Mais do que uma aquisição simbólica, o domínio já tem destino claro. O novo site será lançado neste fim de semana, com anúncio previsto durante o Super Bowl, um dos espaços publicitários mais disputados do planeta. A proposta é ambiciosa: oferecer um agente de inteligência artificial pessoal, capaz de trocar mensagens com usuários, acessar aplicativos e até auxiliar na negociação de ações.

Com esse movimento, Marszalek não apenas estabelece um novo recorde no mercado de domínios, como também se posiciona de forma agressiva na vanguarda do setor de IA emergente. A compra do AI.com sinaliza uma aposta clara na convergência entre inteligência artificial, criptoeconomia e plataformas de uso massivo, onde marca, simplicidade e autoridade semântica podem valer dezenas de milhões de dólares.

06 fevereiro 2026

VeriSign: crescimento de domínios, novos serviços de segurança e perspectivas para 2026

A VeriSign segue ocupando uma posição central na infraestrutura da internet global. Conhecida principalmente por operar registros críticos como .com e .net, a empresa continua apresentando crescimento consistente no número de domínios registrados, mesmo em um cenário de maior seletividade por parte de empresas e investidores digitais.

Nos últimos anos, o mercado de domínios passou por uma fase de maturação. O crescimento já não é apenas quantitativo, mas qualitativo. Nesse contexto, a VeriSign se beneficia da força das extensões tradicionais, que seguem sendo vistas como ativos confiáveis, líquidos e universais. Em um ambiente digital cada vez mais fragmentado, .com e .net permanecem como referências de credibilidade.

Além do core business de domínios, a VeriSign vem ampliando sua atuação em serviços de segurança digital. Soluções relacionadas a DNS seguro, proteção contra ataques de negação de serviço, autenticação e integridade de dados ganham relevância à medida que a internet se torna mais crítica para governos, empresas e sistemas financeiros. A segurança deixa de ser um diferencial e passa a ser uma exigência estrutural.

Outro ponto importante é o posicionamento estratégico da empresa frente à inteligência artificial, automação e crescimento do tráfego global. O aumento do uso de IA, aplicações em tempo real e serviços descentralizados pressiona a infraestrutura da internet, elevando a importância de sistemas resilientes, estáveis e altamente confiáveis — exatamente o território onde a VeriSign atua.

Para 2026, as perspectivas indicam continuidade de crescimento moderado, porém sólido. A empresa tende a se beneficiar menos de modismos tecnológicos e mais de fundamentos duradouros: confiança, escala, previsibilidade e papel sistêmico. Em um mundo digital cada vez mais instável, negócios que operam nos bastidores, garantindo que tudo simplesmente funcione, tendem a se tornar ainda mais valiosos.

A VeriSign não é uma empresa de manchetes chamativas, mas de engrenagem essencial. E, muitas vezes, é exatamente aí que reside o verdadeiro poder de longo prazo.

05 fevereiro 2026

Sequestro Reverso de Domínio: quando a lei é usada para tomar o que não é seu

Pouca gente fora do mercado de domínios conhece esse termo, mas ele é mais comum do que parece. Sequestro reverso de domínio acontece quando alguém tenta tomar um domínio legítimo usando pressão jurídica, e não invasão técnica. Em vez de hackear, a estratégia é alegar violação de marca, mesmo quando o domínio foi registrado antes da marca existir ou quando o nome é genérico, descritivo ou de uso comum. O objetivo é forçar a transferência pelo cansaço, pelo medo ou pelo custo de defesa.

O mecanismo mais usado nesses casos é o UDRP, criado para combater cybersquatting (o registro de domínios com nomes de marcas ou pessoas famosas, feito de má-fé, com o objetivo de lucrar, confundir usuários ou forçar uma venda ao verdadeiro titular).

O problema começa quando esse instrumento é usado ao contrário, por empresas ou indivíduos que sabem que não têm direito, mas apostam na assimetria de poder. Um domínio antigo, registrado de boa-fé, sem intenção de confundir consumidores ou se aproveitar de marca alheia, não deveria ser alvo de disputa. Ainda assim, muitos são. E nem sempre o alvo perde o domínio, mas quase sempre perde tempo, tranquilidade e dinheiro.

Quando um painel reconhece o sequestro reverso, isso significa que a tentativa foi feita de má-fé. É uma marca negativa para quem acusa, mas essa constatação ainda é rara, o que incentiva novas tentativas abusivas. Conhecer esse conceito é uma forma de proteção. Domínio não é apenas endereço na internet. É ativo, identidade e, muitas vezes, patrimônio construído com visão de longo prazo.

04 fevereiro 2026

Domain Aftermarket: o que é o mercado secundário de domínios e por que ele importa

Quando alguém registra um domínio pela primeira vez, está atuando no mercado primário. Já o mercado secundário de domínios, também chamado de domain aftermarket, é onde entram os domínios que já foram registrados antes e agora estão sendo revendidos, negociados ou transferidos entre partes.

Esse mercado funciona de forma muito parecida com o de imóveis. Nem todo bom terreno está disponível diretamente com a “prefeitura”. Muitos dos melhores endereços já têm dono. Se você quer aquele ponto específico, precisa negociar com quem já possui.

No universo digital, acontece o mesmo. Domínios curtos, claros, semanticamente fortes e fáceis de lembrar tendem a ser registrados cedo. Com o tempo, eles se tornam escassos. O aftermarket existe justamente para permitir que esses ativos circulem, encontrem novos projetos e ganhem valor econômico. Por que isso importa? Porque o domínio não é apenas um endereço técnico. Ele influencia confiança, percepção de marca, memorização, cliques e até conversão. Um bom domínio reduz atrito. Ele explica o projeto antes mesmo do conteúdo. Em muitos casos, vale mais do que campanhas inteiras de marketing.

Empresas, startups, criadores e investidores recorrem ao mercado secundário quando querem posicionamento imediato. Em vez de adaptar o projeto a um nome disponível, escolhem o nome certo e constroem a partir dele. Além disso, o aftermarket ajuda a precificar a escassez. Quando domínios são negociados abertamente, cria-se referência de valor. Isso profissionaliza o setor, afasta improviso e mostra que domínios são ativos digitais reais, não apenas detalhes técnicos.

Em um mundo cada vez mais competitivo pela atenção, o endereço certo faz diferença. O mercado secundário existe porque bons nomes não desaparecem. Eles mudam de mãos. E quem entende isso joga o jogo com vantagem desde o início.

03 fevereiro 2026

SACI: o guardião invisível dos domínios no Brasil

Quem lida com domínios no Brasil, mais cedo ou mais tarde, esbarra em um termo curioso: SACI. Para quem vê de fora, o nome soa quase folclórico. E não por acaso. Mas, no contexto da internet brasileira, SACI é algo bem concreto e essencial.

SACI é a sigla para Sistema de Administração do Comitê Gestor da Internet no Brasil. Em termos simples, é o sistema usado pelo Registro.br para gerenciar tudo o que envolve domínios sob o .br: registros, renovações, transferências, contatos, servidores DNS e histórico técnico.

Se o domínio é o imóvel digital, o SACI é o cartório.

É por meio dele que o Registro.br aplica as regras definidas pelo CGI.br, garante unicidade dos nomes, resolve disputas administrativas e mantém a base de dados que sustenta a confiança no .br. Nada acontece fora do SACI. Nenhum domínio nasce, muda ou morre sem passar por ele.

O nome chama atenção porque dialoga com o imaginário brasileiro. Assim como o personagem do folclore, o SACI está sempre presente, mas quase nunca é visto. Ele age nos bastidores, garantindo que tudo funcione, enquanto o usuário final só vê o resultado: o site no ar, o e-mail funcionando, o endereço resolvendo corretamente.

Tecnicamente, o SACI concentra funções críticas. É ali que se definem os responsáveis legais por um domínio, os contatos administrativos, técnicos e financeiros. É ali que se configuram servidores DNS, se acompanham prazos de expiração e se resolvem inconsistências. Também é ali que ficam registradas as trilhas de responsabilidade, algo fundamental em casos de conflito, fraude ou uso indevido.

Para quem investe em domínios, o SACI tem um peso ainda maior. Ele é a prova de posse. Diferente de plataformas privadas, onde a relação é mediada por contratos comerciais complexos, o Registro.br opera com regras claras, públicas e relativamente estáveis. O que está no SACI tem valor jurídico e técnico. Outro ponto importante é que o SACI reforça uma característica singular do .br: a ideia de internet como infraestrutura pública, não apenas como mercado. O sistema existe para organizar, proteger e dar previsibilidade ao ecossistema digital brasileiro, não para especular ou inflar artificialmente ativos.

Por isso, entender o SACI é entender como o Brasil decidiu estruturar sua presença na internet. Com governança local, regras transparentes e um sistema que prioriza estabilidade e responsabilidade. No fim, o SACI não aparece no navegador, não vira marca e não gera tráfego. Mas sem ele, nada disso existiria de forma confiável. Como no folclore, ele pode até parecer invisível. Mas é ele que garante que o chão não desapareça sob os pés.

02 fevereiro 2026

Punycode: o nome que você vê e o nome que a internet entende

Quando alguém digita peruíbe.online, a experiência é simples, natural e correta em português. O nome está escrito como deve ser, com acento, respeitando a cidade, a língua e a identidade local. Mas por trás dessa simplicidade existe um detalhe técnico que quase ninguém percebe.

A infraestrutura da internet não foi criada para lidar com acentos e caracteres especiais. O sistema de domínios, o DNS, trabalha apenas com letras básicas, números e hífen. Para que nomes como peruíbe.online funcionem, foi criado um mecanismo de tradução.

Esse tipo de domínio é chamado de IDN (Internationalized Domain Name). Ele permite que palavras com acentos existam na web. Só que, nos bastidores, o IDN é convertido para um formato técnico chamado Punycode.

Por isso, tecnicamente, peruíbe.online é representado como xn--perube-6va.online

Esse endereço “estranho” não é um problema, nem algo visível para o usuário comum. Ele existe apenas para que servidores e navegadores consigam entender e processar o domínio corretamente. Para as pessoas, o nome continua sendo peruíbe.online.

Isso não atrapalha o SEO porque os principais mecanismos de busca, como o Google, entendem perfeitamente domínios internacionalizados. Eles indexam, rastreiam e classificam o site com base no nome com acento, não na forma em Punycode. Para o SEO, peruíbe.online é tratado como qualquer outro domínio.

O que realmente influencia o SEO não é o acento no domínio, mas fatores como: conteúdo relevante, estrutura do site, experiência do usuário, autoridade, links, consistência do nome.

Na prática, um domínio com acento pode até ajudar no reconhecimento local e na memorização, especialmente quando o nome é uma cidade, um sobrenome ou uma palavra do idioma.

Existem apenas alguns cuidados técnicos simples: garantir que o site responda corretamente ao domínio com acento, definir redirecionamentos claros (com ou sem www), usar sempre a mesma versão do domínio nos links internos e externos. Fora isso, não há penalidade, desvantagem ou perda de força em buscadores. O Punycode é só a linguagem da máquina. O nome com acento é a linguagem das pessoas. E, no fim, SEO continua sendo sobre pessoas encontrando algo que faz sentido para elas e não sobre como o endereço é escrito por trás das cortinas.


25 janeiro 2026

GoDaddy muda a monetização de domínios e encerra o ciclo do AdSense para Domínios

A GoDaddy anunciou em 22 de janeiro de 2026 uma mudança importante na forma como monetiza domínios estacionados. O programa afetado é o CashParking, que deixa de utilizar o Google AdSense para Domínios e passa a operar com Google Related Search for Content (RSOC) e anúncios do Yahoo.

Essa transição acontece porque o próprio Google decidiu encerrar o feed do AdSense voltado especificamente para domínios. Com isso, a GoDaddy precisou reestruturar seu modelo de monetização para manter a exibição de anúncios e a geração de receita para seus clientes.

Na prática, as páginas do tipo “Em breve” passam a ser redirecionadas para o RSOC, que se torna o principal canal de monetização. O tráfego será roteado dinamicamente entre o RSOC e o Yahoo, de acordo com a previsão de desempenho, buscando maximizar os resultados financeiros.

Para os clientes que desejarem, os anúncios Pay-Per-Click do Yahoo continuam disponíveis, mas apenas mediante solicitação direta ao suporte da GoDaddy. Já os banners de “À venda” não sofrem alterações e seguem operando normalmente, com pagamentos realizados conforme o cronograma habitual.

A mudança marca o fim de uma era para quem utilizava o AdSense para Domínios e sinaliza uma nova fase na monetização de domínios estacionados dentro do ecossistema da GoDaddy.

22 janeiro 2026

GoDaddy muda estratégia e passa a usar SearchHounds para monetizar domínios estacionados

Com o fim do AdSense para Domínios, anunciado e efetivado pelo Google no ano passado, registradoras e empresas de estacionamento de domínios precisaram se adaptar rapidamente a um novo cenário. A GoDaddy, uma das maiores registradoras do mundo, respondeu a esse desafio adotando o SearchHounds como alternativa para monetizar domínios estacionados.

Historicamente, a monetização de domínios não utilizados funcionava de forma relativamente simples: páginas “em breve” ou estacionadas exibiam anúncios contextuais baseados em palavras-chave do próprio domínio. O encerramento do AdSense para Domínios rompeu esse modelo e deixou um vazio importante na receita gerada por grandes portfólios de domínios.

Diante disso, muitas empresas do setor passaram a recorrer ao Google Related Search for Content (RSOC). O problema é que o RSOC exige a presença de algum conteúdo real na página para que os anúncios possam ser exibidos, o que inviabiliza a monetização direta de domínios totalmente vazios ou apenas estacionados.

A solução adotada pela GoDaddy foi contornar essa exigência técnica por meio do SearchHounds. Em vez de manter cada domínio com uma página individual, a empresa passou a redirecionar múltiplos domínios estacionados para páginas hospedadas no SearchHounds. Essas páginas apresentam um conteúdo mínimo e uma lista de buscas relacionadas ao tema do domínio.

Quando o usuário clica em uma dessas buscas, é direcionado a uma página adicional, também com conteúdo básico, onde então são exibidos anúncios do Google. Dessa forma, a GoDaddy consegue manter a monetização ativa sem precisar desenvolver conteúdo exclusivo para cada domínio estacionado.

A implementação dessa estratégia aconteceu logo após a aposentadoria oficial do AdSense para Domínios, em setembro do ano passado, indicando uma resposta rápida e pragmática à mudança imposta pelo Google. Trata-se de um ajuste estratégico para preservar fluxos de receita em um ambiente de publicidade digital cada vez mais restritivo e dependente de conteúdo.

Esse movimento da GoDaddy ilustra bem como o mercado de domínios está sendo forçado a evoluir. A era do estacionamento puramente passivo, baseado apenas em palavras-chave, dá lugar a soluções híbridas, que misturam redirecionamento, conteúdo mínimo e engenharia de tráfego para continuar viabilizando a monetização.

19 janeiro 2026

Quando o domínio ideal não está livre: caminhos inteligentes para garantir o endereço certo

A escolha de um nome de domínio disponível é uma das maiores preocupações para quem deseja estabelecer ou fortalecer uma presença digital. Encontrar um endereço que represente fielmente a identidade de uma marca tornou-se uma tarefa cada vez mais complexa, especialmente em um cenário no qual cerca de 100 mil novos domínios são registrados diariamente. Ainda assim, o fato de um domínio aparecer como indisponível não significa, necessariamente, que ele esteja perdido para sempre.

Compreender a real disponibilidade de um domínio vai muito além de uma simples busca em um site de registro. É preciso conhecer o funcionamento do ecossistema de domínios como um todo, incluindo aspectos técnicos, como o sistema de nomes de domínio (DNS), e fatores comerciais, como a atuação do mercado secundário. Saber interpretar e reagir à notificação de “domínio indisponível” pode abrir portas para oportunidades que, à primeira vista, parecem inexistentes.

Para empresas em fase inicial, marcas em processo de reposicionamento ou negócios que planejam expandir sua atuação para novos mercados, contar com uma estratégia sólida de aquisição de domínio é fundamental. Essa decisão estratégica pode influenciar diretamente a percepção do público, o alcance da marca e até mesmo o desempenho em mecanismos de busca. Optar por um domínio improvisado pode limitar o crescimento, enquanto garantir um nome forte e memorável pode consolidar a identidade digital por muitos anos.

Entre as abordagens mais eficazes estão o contato direto com o atual titular do domínio, a intermediação por corretores especializados e a análise de extensões alternativas que ainda mantenham coerência com a marca. Além disso, o acompanhamento de datas de expiração pode revelar oportunidades valiosas, já que muitos domínios não são renovados e retornam ao mercado.

O mercado secundário de domínios desempenha um papel central nesse processo, oferecendo diferentes possibilidades de aquisição por meio de leilões, domínios expirados e negociações privadas. Com pesquisa, paciência e uma estratégia bem definida, é possível transformar um domínio aparentemente inacessível em um ativo estratégico para o sucesso online.

16 janeiro 2026

Oportunidades ocultas em nomes de domínio para 2026

O mercado de nomes de domínio caminha para um período de mudanças relevantes em 2026, impulsionado pela chegada de novos Domínios de Nível Superior (TLDs) e por estratégias de aquisição fora do mercado tradicional. Com um volume global que ultrapassa 2 bilhões de dólares por ano, esse setor deve se transformar à medida que a ICANN se prepara para aprovar uma nova leva de TLDs, abrindo espaço para oportunidades estratégicas para empresas e investidores atentos.

Entre as principais tendências estão os TLDs emergentes voltados a setores específicos, como .climate, .fintech e .pay, além do uso criativo de TLDs de código de país, como .io e .tv, que já se consolidaram como alternativas fortes de branding. Também ganham destaque os domínios geográficos em nível de cidade, como .berlin e .paris, bem como possíveis futuras extensões como .shanghai e .seattle, especialmente atrativas para negócios com atuação hiperlocal.

Outro ponto relevante é o potencial de domínios verticais e de nicho dentro de TLDs genéricos, como .store ou .digital. Esses domínios costumam ser mais acessíveis quando comparados aos altos preços de domínios .com considerados premium, oferecendo uma porta de entrada interessante para novos projetos digitais.

Grande parte das melhores oportunidades, no entanto, permanece oculta ao público em geral. Elas exigem conhecimento especializado, visão estratégica e, muitas vezes, pensamento lateral. Isso inclui a aquisição de domínios fora do mercado que estão subvalorizados, o registro de nomes ainda pouco explorados e a adoção precoce de novos TLDs. Também entra nesse contexto o chamado domain drop-catching, que envolve a compra de domínios premium expirados ou prestes a expirar, uma prática menos frequente, mas potencialmente muito lucrativa.

Apesar da concorrência crescente, o TLD .com segue forte e relevante, ainda que muitos investidores o considerem excessivamente caro. Nesse cenário, a construção de um portfólio sólido com domínios não-.com, bem escolhidos e com alto potencial, pode representar uma estratégia inteligente. Independentemente da extensão utilizada, a preferência por nomes curtos continua sendo uma regra atemporal no mercado de domínios.

Diante da complexidade desse ambiente, o apoio de corretores experientes em nomes de domínio se mostra cada vez mais importante. Esses profissionais auxiliam na pesquisa, na negociação e no fechamento de negócios, especialmente quando se trata de domínios fora do mercado, reduzindo riscos, economizando tempo e evitando armadilhas financeiras. O cenário que se desenha para 2026 favorece quem souber identificar tendências e agir com estratégia no momento certo.

13 janeiro 2026

ICANN revisa projeções e indica crescimento mais forte da indústria de domínios

A ICANN revisou para cima suas expectativas de receita para o ano fiscal de 2026, indicando que o desempenho da indústria de domínios está bem mais forte do que o previsto anteriormente. Esse crescimento não está relacionado apenas ao aumento das taxas cobradas de registros e registradores no ano passado, mas principalmente a um volume maior de transações.

O orçamento para o ano fiscal de 2027 mostra um cenário mais saudável para o setor. A organização atualizou suas projeções de transações de domínios genéricos, tanto os tradicionais quanto os novos, incluindo registros, renovações e transferências.

Para os gTLDs legados, cuja contagem encerra em 30 de junho de 2026, a ICANN agora espera cerca de 187,5 milhões de transações, número 7,7 milhões acima do previsto no orçamento aprovado em maio do ano passado. Isso representa um aumento de 4,3% em relação à estimativa anterior.

O crescimento é ainda mais expressivo entre os novos gTLDs. A previsão atual aponta para 43,1 milhões de transações em 2026, contra 33,1 milhões estimados anteriormente, uma diferença de 10 milhões, ou cerca de 30%. Segundo a ICANN, esse aumento começou a ficar evidente na segunda metade do ano fiscal de 2025, quando o volume de transações passou a crescer de forma inesperada e sustentada.

Com base nesse cenário otimista, a organização afirma que não pretende aumentar suas taxas no ano fiscal de 2027. A projeção é que o financiamento operacional de 2026 chegue a 161,4 milhões de dólares, cerca de 11,6 milhões acima do orçamento definido seis meses atrás.

A ICANN também espera encerrar 2026 com aproximadamente 400 registradores credenciados a mais e cerca de 20 registros contratados adicionais, possivelmente impulsionados por registradores especializados em captura de domínios expirados e por registros de marcas próprias. Esses números não incluem a próxima rodada de novos gTLDs, que ainda levará algum tempo para gerar novas receitas recorrentes.

Para o ano fiscal de 2027, que começa em 1º de julho, a ICANN projeta 191,9 milhões de transações em gTLDs legados e 44,4 milhões em novos gTLDs, representando crescimentos de 2% e 3%, respectivamente, em relação às projeções atualizadas de 2026. A receita operacional prevista para 2027 é de 161,1 milhões de dólares, ligeiramente abaixo da estimativa atual para 2026, refletindo uma redução nas taxas de inscrição de novos registradores.

10 janeiro 2026

Domínios e G-E-O (Generative Engine Optimization)

As buscas baseadas em inteligência artificial podem estar provocando a maior transformação na indústria de nomes de domínio desde que o Google eliminou a vantagem dos domínios de correspondência exata (EMD) há mais de uma década. Tradicionalmente, o valor dos domínios era guiado pelo sistema de busca do Google, com foco em palavras-chave e volume de pesquisa para determinar quais domínios eram valiosos. Com a chegada de mecanismos de busca respondem com respostas geradas por IA, como ChatGPT Search, Perplexity e Claude, esse modelo está mudando profundamente.

Ao contrário dos mecanismos de busca tradicionais, esses sistemas de IA não indexam páginas com base apenas em palavras-chave. Eles geram respostas diretas e tendem a favorecer marcas autoritativas, domínios confiáveis e fontes reconhecíveis, citando poucas referências. Isso significa que a importância de domínios genéricos com palavras-chave diminui, enquanto cresce o valor de nomes que funcionam como sinais de marca forte e credibilidade. A visibilidade agora está mais ligada à confiança, autoridade e qualidade do conteúdo do que à correspondência exata de termos de busca.

Essa mudança cria um novo cenário em que o tráfego continua a chegar aos websites, mas de forma diferente do modelo clássico de SEO do Google. Plataformas de IA já estão gerando tráfego de referência mensurável ao citar fontes em suas respostas, e os proprietários de domínios precisam avaliar não apenas o potencial de palavras-chave, mas também a capacidade do nome de se tornar uma marca confiável para ser indicado por sistemas de IA.

O momento é comparável à mudança após a atualização do EMD, mas ainda mais amplo, porque não se trata de uma única empresa mudando um algoritmo, e sim de múltiplos ecossistemas de busca baseados em IA emergindo e redefinindo como os usuários descobrem informação. Os investidores que adaptarem suas estratégias para focar em nomes com potencial de marca duradoura e autoridade tendem a se beneficiar mais nesse novo ambiente. Além disso, surge um novo campo chamado G-E-O (Generative Engine Optimization), que enfatiza posicionar marcas e domínios de forma a serem escolhidos e citados por mecanismos de IA, em vez de simplesmente otimizar por palavras-chave como no SEO tradicional.


09 janeiro 2026

O domínio perfeito

Ninguém nasce sabendo identificar valor de verdade — essa percepção é construída com o tempo, a partir de vivências, observação, repetição e aprendizado. Essa lógica se aplica diretamente à escolha de um nome de domínio. Selecionar um domínio que tenha potencial de venda ou que fortaleça uma marca é uma habilidade — e toda habilidade pode ser desenvolvida.

Diferente do que muitos imaginam, domínios não são sequências aleatórias de letras e números. Eles representam o primeiro contato digital de uma marca — um cartão de visitas online, uma forma silenciosa de comunicação e, acima de tudo, uma identidade. Mesmo assim, é comum ver empreendedores, empresas consolidadas, agências de branding e até investidores escolhendo o primeiro nome disponível, pagando por ele e esperando que funcione.

Se você trabalha com naming ou investe em domínios, aqui vai um exercício importante: ao apresentar um domínio para um grupo de pessoas que não dominam critérios de branding — ou ao mostrar um domínio recém-adquirido — o retorno costuma ser superficial.

E se você é fundador de uma startup com recursos limitados, redobre a atenção. Antes de seguir opiniões de amigos, familiares, grupos online ou até de um mentor, questione se você consegue apontar cinco razões consistentes que justifiquem aquele domínio. Se não conseguir, provavelmente ele não é a melhor escolha. Mesmo quando a decisão parte apenas de você, faça uma pausa antes de registrar ou comprar. Verifique se o nome realmente sustenta a proposta do negócio.

Por que um bom domínio faz diferença:

Um domínio vai muito além de uma exigência técnica. Ele é um dos ativos centrais do marketing. Um nome forte fixa a marca na memória, transmite confiança e pode gerar valor antes mesmo de qualquer interação mais profunda. Ele não precisa ser extravagante nem seguir tendências passageiras. Precisa ser claro, duradouro e verdadeiro. Um bom domínio comunica, sem esforço, que aquela marca tem legitimidade.

Indícios de que o domínio vale a pena:

Facilidade de memorização: alguém escuta uma única vez e consegue lembrar depois? Nomes curtos, claros, diretos e fáceis de pronunciar tendem a se destacar.

Força de marca: soa como uma marca real ou apenas como um endereço qualquer? Bons domínios funcionam em diferentes mercados e não dependem de explicações longas.

Compreensão humana e digital: palavras claras ajudam mecanismos de busca e sistemas de inteligência artificial a identificar e recomendar seu domínio. Se nem pessoas nem máquinas entendem, o alcance se perde.

Visão de longo prazo: esse nome continuará fazendo sentido conforme o negócio evolui, muda de foco ou cresce? Domínios presos a modismos raramente envelhecem bem.

Credibilidade: transmite profissionalismo? Grafias confusas ou combinações forçadas tendem a gerar desconfiança. Clareza é essencial no ambiente digital.

Escolher um domínio envolve mais do que técnica — envolve percepção humana. Alguns fatores influenciam diretamente esse processo:

Experiência acumulada: erros e acertos anteriores refinam o julgamento.

Impacto emocional: nomes que despertam sensações criam conexão.

Autoconhecimento: entender por que certas marcas chamam sua atenção ajuda a identificar padrões.

Contexto social e cultural: valores e referências culturais influenciam aceitação e alcance.

Observação estratégica: analisar escolhas de líderes e referências do mercado acelera o aprendizado.

Maturidade cognitiva: quanto maior a clareza sobre valor, mais fácil identificar boas oportunidades.

Capacidade de decisão: pensamento crítico evita escolhas impulsivas.

Aprendizado contínuo: estudo e prática constante aprimoram o senso de naming.

Repetição consciente: avaliar muitos domínios cria consistência na escolha dos melhores.

Encontrar o domínio ideal não depende de sorte, mas de método. Pense em algo simples, relevante e fácil de lembrar. Teste variações, sinônimos e estruturas diferentes. Pergunte-se se o nome soa natural ao ser falado e se desperta curiosidade.

Quando você possui um domínio realmente forte, ele trabalha por você. Bons domínios geram confiança, fixam a marca na mente das pessoas e despertam interesse. Assim como um nome marcante nunca é esquecido, um domínio bem escolhido deixa uma impressão duradoura.

Quando o nome flui naturalmente, clientes e investidores se aproximam com mais facilidade.

08 janeiro 2026

Por que as orientações sobre domínios precisam acompanhar a maturidade do mercado

Grande parte das orientações ainda difundidas no mercado de domínios se apoia em premissas formuladas em um contexto que já não existe. Embora o discurso tenha evoluído em forma e alcance, sua base conceitual permanece ligada a um período de menor competição, menor sofisticação do comprador e decisões mais simples.

No início da década passada, o mercado digital apresentava menos ruído e menos opções. Bons nomes permaneciam disponíveis por mais tempo, e a aquisição de um domínio raramente exigia análises profundas. Investidores operavam com maior assimetria de informação, enquanto compradores tomavam decisões com menos camadas de avaliação. O domínio era visto principalmente como um endereço, não como um ativo estratégico.

Esse cenário mudou. Compradores atuais, sejam investidores institucionais ou empreendedores em fase de construção, avaliam um domínio sob múltiplas perspectivas. Entram em jogo fatores como posicionamento de marca, impacto em SEO, risco jurídico, percepção de mercado e aderência a planos de médio e longo prazo. A decisão deixou de ser pontual e passou a ser estratégica, exigindo justificativa e coerência.

Apesar disso, muitas práticas ainda tratam o domínio como um ativo isolado, desconectado de seu contexto de uso. Isso fica evidente nas abordagens de precificação que oscilam entre extremos, seja na retenção prolongada sem estratégia clara, seja na redução excessiva de preços em busca de volume. Essa lógica ignora que o comprador contemporâneo avalia valor antes de custo e espera entender por que um nome é precificado daquela forma.

Outro descompasso recorrente está na busca por tendências sem análise de demanda real. Em mercados menos maduros, antecipar modismos podia gerar bons resultados. Em um ambiente mais eficiente e competitivo, repetir essa prática sem entender quem são os compradores e como tomam decisões resulta em portfólios com baixa liquidez prática. A demanda consistente costuma se manifestar de forma silenciosa, por meio de interesse direto e qualificado.

Ferramentas e métricas continuam sendo insumos relevantes, mas não substituem análise e julgamento. Avaliações automáticas, volumes de busca e indicadores quantitativos ajudam a compor cenário, mas a decisão de compra ocorre quando o domínio resolve um problema concreto, reduz fricção ou cria vantagem estratégica para um negócio ou investimento.

A credibilidade assumiu um papel central nesse processo. A forma como um domínio é apresentado, a clareza da comunicação e a postura durante a negociação influenciam diretamente a percepção de risco e valor. Modelos passivos, baseados apenas em páginas estacionadas e espera prolongada, perderam eficácia em transações relevantes. Confiança passou a ser um componente implícito do valor.

Os fundamentos do mercado de domínios permanecem válidos, mas exigem atualização constante. Qualidade continua sendo determinante, agora entendida como combinação entre nome, contexto e clareza de propósito. Paciência ainda importa, assim como habilidade de negociação, desde que sustentadas por entendimento de como compradores atuais pensam e decidem.

Quando as orientações parecem repetitivas ou desconectadas da realidade, isso indica que ficaram presas a um período que já passou. O mercado evoluiu, os compradores amadureceram. Os agentes que mantêm consistência são aqueles que reconheceram essa transformação, ajustaram suas estratégias e deixaram de seguir modelos concebidos para um contexto diferente.

No cenário atual, resultados vêm menos da repetição de fórmulas antigas e mais da capacidade de interpretar mudanças e aplicar experiência com critério. Esse princípio segue válido, independentemente das transformações do mercado.

06 janeiro 2026

O novo papel dos nomes de domínio na web com inteligência artificial

Com a crescente adoção de interfaces de busca baseadas em inteligência artificial, a função dos nomes de domínio está mudando de forma significativa. Nas últimas décadas, o domínio era pensado principalmente como o endereço que os usuários digitavam para acessar um site. A lógica da internet tradicional estava centrada em cliques e posições nas páginas de resultados. Com a chegada de motores de resposta baseados em IA, isso começou a mudar. As plataformas de busca com IA apresentam respostas completas nas primeiras camadas da experiência do usuário, muitas vezes sem que seja necessário visitar o site original para obter a informação. Essa transformação levanta uma questão fundamental: se o clique deixa de ser obrigatório, o domínio continua relevante? A resposta é sim, e ainda de maneira mais estratégica. O domínio deixa de ser apenas um destino de tráfego e passa a ser um sinal de identidade, reputação e origem, utilizado tanto por algoritmos quanto por usuários humanos para determinar confiança e autoridade no conteúdo apresentado.

Pesquisas mostram que sistemas de IA tendem a citar fontes específicas como parte de suas respostas, e essa economia de citação valoriza domínios reconhecíveis e confiáveis. Em muitos casos, um domínio pode ser avaliado como um rótulo de publicação, influenciando quais fontes são consideradas na geração de respostas automáticas. Isso significa que o papel do domínio evolui para uma camada de identidade digital essencial em um ecossistema em que os resultados e recomendações podem ser apresentados sem que o usuário precise clicar diretamente em links.

Além disso, em um ambiente onde IA pode gerar grandes volumes de conteúdo automaticamente, torna-se ainda mais importante que um domínio represente uma identidade estável e verificável. Isso não só ajuda os usuários a reconhecerem a origem da informação, como também oferece um ponto de confiança para sistemas automatizados. Técnicas como certificação digital, autenticação via DNS e práticas de segurança web passam a ser partes fundamentais dessa confiança estruturada, especialmente em cenários onde conteúdo gerado pode ser convincente, mas não necessariamente legítimo.

Dentro desse novo contexto, a maneira de medir visibilidade e valor mudou. Não se trata apenas de atrair cliques, mas também de ser citado, referenciado e utilizado como base para respostas por máquinas e modelos de IA. Isso exige que proprietários de domínios pensem a identidade do nome como um ativo estratégico que sustenta reputação e credibilidade, em vez de apenas um ponto de chegada para visitantes.

Embora o clique ainda tenha valor, sua ausência em muitos fluxos de uso de IA reforça a importância de construir uma presença digital que não dependa exclusivamente de tráfego tradicional. O domínio, nesse sentido, continua sendo uma peça central da presença online, agora mais como um elemento de confiança, proveniência e coordenação de conteúdo em uma web cada vez mais mediada por inteligência artificial.

05 janeiro 2026

O risco crescente de domínios estacionados redirecionarem tráfego para sites maliciosos

Pesquisas recentes mostram que o comportamento dos chamados domínios estacionados mudou de forma significativa. Domínios estacionados são endereços registrados que não têm um site ativo, e por muitos anos serviam principalmente como páginas de espera com anúncios gerando alguma receita. O modelo tradicional de publicidade pay-per-click em páginas estacionadas tem perdido espaço, especialmente após mudanças no ecossistema de monetização que tornaram essas estratégias menos lucrativas.

Com essa transformação, muitos operadores passaram a usar um modelo conhecido como zero-click ou redirecionamento direto, em que o visitante é encaminhado imediatamente a outro site sem ver uma página de anúncios intermediária. O problema é que, de acordo com pesquisas divulgadas em dezembro de 2025, esse redirecionamento direto está se tornando cada vez mais perigoso. Mais de 90% dos visitantes que acessam domínios estacionados agora são encaminhados para destinos que exibem conteúdo ilegal, golpes, softwares maléficos disfarçados ou páginas de scareware e anúncios enganosos. Essa mudança representa um risco maior para quem navega diretamente digitando URLs, especialmente quando se trata de domínios expirados ou semelhantes a sites conhecidos.

A lógica por trás do aumento desse tipo de redirecionamento envolve cadeias complexas de revenda de tráfego: operadores de estacionamentos podem repassar visitantes para intermediários, que por sua vez vendem esse tráfego a outros compradores, incluindo atores maliciosos. Isso cria múltiplos saltos antes de o usuário chegar ao destino final, dificultando o rastreamento da responsabilidade e abrindo portas para abusos.

Esse cenário tem implicações importantes para todo o mercado de domínios. Por um lado, torna a navegação direta mais arriscada para usuários comuns. Por outro, coloca em evidência a necessidade de maior transparência e controle sobre como os domínios estacionados são monetizados. Investidores de domínios que utilizam serviços de estacionamento precisam verificar como seus domínios geram receita e se estão sendo usados de forma segura, evitando que visitantes sejam redirecionados para sites mal-intencionados.

A mudança no comportamento dos domínios estacionados também reflete a evolução da publicidade online e das políticas das grandes plataformas, que têm alterado suas regras de monetização. Como resultado, práticas antes consideradas inofensivas passaram a ser exploradas de maneiras que colocam em risco tanto os usuários quanto a reputação dos próprios domínios estacionados. Em um contexto em que a segurança digital e a confiança no ambiente online se tornam cada vez mais exigidas, esse fenômeno merece atenção e uma resposta coordenada por parte de registradores, donos de portfólio e plataformas de estacionamento de domínios.

04 janeiro 2026

O fim do AdSense para Domínios (AFD) e o novo momento do mercado de domínios digitais

Durante muitos anos, o AFD foi uma das principais formas de monetização passiva para investidores e detentores de grandes portfólios, permitindo gerar receita por meio de páginas estacionadas com anúncios contextuais. Com o fim desse programa, uma lógica inteira de mercado começa a se reorganizar, marcando uma mudança estrutural importante no mercado de domínios.

O AFD funcionava como uma ponte entre tráfego residual e monetização automática. Domínios não desenvolvidos, mas com algum volume de visitas diretas ou histórico de buscas, conseguiam gerar receita recorrente sem a necessidade de conteúdo, manutenção ou estratégia editorial. Isso criou, ao longo do tempo, um ecossistema baseado em parking pages, otimização de cliques e escala de portfólio.

Com o encerramento do AFD, essa camada de monetização praticamente desaparece para muitos investidores. Na prática, domínios deixam de ser avaliados apenas pela capacidade de gerar renda imediata via anúncios e passam a ser analisados com mais foco em potencial de uso real, força semântica, clareza do nome e aplicabilidade institucional ou comercial.

Esse movimento tem um efeito direto na profissionalização do mercado. Portfólios inflados, baseados apenas em volume e expectativa de cliques, tendem a perder relevância. Em contrapartida, domínios bem escolhidos, com leitura clara, bom campo semântico e capacidade de sustentar projetos reais, passam a se destacar ainda mais como ativos digitais estratégicos.

Outro fator central nesse cenário são os requisitos de consentimento da União Europeia. A evolução das leis de proteção de dados, especialmente com o GDPR, tornou a exibição de anúncios dependente de consentimento explícito do usuário para o uso de cookies e tecnologias de rastreamento. Em páginas estacionadas, esse modelo sempre foi um ponto de atrito.

Na prática, exigir consentimento claro, informado e rastreável em páginas simples de parking compromete a experiência do usuário e reduz drasticamente a taxa de monetização. Muitos usuários recusam o consentimento, outros abandonam a página, e o valor do tráfego cai. Esse contexto regulatório tornou o modelo do AFD cada vez menos sustentável, especialmente em mercados europeus.

O fim do AdSense para Domínios não pode ser visto apenas como uma decisão comercial do Google, mas como reflexo de um ambiente regulatório e tecnológico que mudou. A publicidade baseada em rastreamento amplo perdeu espaço, e soluções genéricas, automatizadas e pouco transparentes deixaram de ser compatíveis com as exigências legais atuais.

Para o mercado de domínios, isso representa uma virada de chave. O domínio volta a ser valorizado principalmente como nome, identidade e base de projeto, e não como simples gerador de cliques. A lógica do ativo digital se aproxima mais do branding, da estratégia e da construção de valor no longo prazo.

Empresas e empreendedores passam a buscar domínios que comuniquem confiança, posicionamento e clareza desde o primeiro contato. Investidores mais experientes ajustam seus critérios, priorizando qualidade em vez de quantidade. O domínio deixa de ser um espaço de monetização automática e volta a ser um ativo estrutural da presença digital.

Esse novo cenário também favorece quem atua com curadoria e orientação. Escolher um bom nome exige compreensão semântica, visão de mercado e entendimento de como aquele domínio pode se sustentar em diferentes contextos regulatórios, tecnológicos e comerciais ao longo do tempo.

O encerramento do AFD, somado às exigências de consentimento da UE, não enfraquece o mercado de domínios. Pelo contrário, ele o depura. Remove excessos, reduz distorções e reforça a ideia de que nomes digitais fortes não dependem de atalhos tecnológicos para gerar valor. Eles se sustentam pela clareza, pela utilidade e pela capacidade de representar projetos reais em um ambiente digital cada vez mais maduro e regulado.

03 janeiro 2026

O que é ENS no mercado de domínios e qual o seu real papel na Web3

No mercado de domínios, a sigla ENS significa Ethereum Name Service. Trata-se de um sistema de nomes descentralizado, criado para funcionar sobre a blockchain Ethereum, com um propósito semelhante ao DNS tradicional da internet, mas aplicado ao universo da Web3.

Na prática, o ENS permite substituir endereços longos e complexos da blockchain, compostos por sequências extensas de letras e números, por nomes simples e legíveis por humanos. Em vez de utilizar um endereço como 0x4cbe58c50480f1c2e8a3c9…, o usuário pode operar com algo como nome.eth. Essa mudança não é apenas estética. Ela reduz erros, facilita o uso e cria identidade.

O ENS funciona como um registro de nomes descentralizado. Ao adquirir um nome .eth, o titular passa a controlá-lo por meio de sua carteira digital, sem depender de uma autoridade central como ocorre no sistema tradicional de domínios. Esse controle inclui a possibilidade de associar o nome a endereços de carteiras, contratos inteligentes, conteúdos descentralizados e outros identificadores digitais.

É importante entender que ENS não é um domínio de internet no sentido clássico. Ele não substitui domínios como .com, .com.br ou .br. Um endereço ENS não aponta, por padrão, para sites na web tradicional nem funciona como base para e-mails convencionais. Seu uso principal está ligado à identidade digital, transações em blockchain e aplicações descentralizadas.

No ecossistema Web3, o ENS cumpre o papel de identidade. Ele pode representar uma pessoa, um projeto, uma comunidade ou uma marca dentro da blockchain. Um único nome ENS pode ser usado para receber diferentes tipos de criptomoedas, interagir com aplicações descentralizadas e assinar transações. Isso faz com que o ENS seja mais próximo de um identificador pessoal ou institucional do que de um endereço web.

Do ponto de vista de mercado, o ENS também passou a ser tratado como ativo digital. Alguns nomes possuem valor especulativo, especialmente aqueles curtos, genéricos ou ligados a marcas, palavras-chave e conceitos amplos. Assim como acontece com domínios tradicionais, existe escassez: cada nome é único e, uma vez registrado, não pode ser replicado. Isso cria um mercado secundário de compra e venda.

Apesar disso, é fundamental separar utilidade real de expectativa exagerada. ENS não elimina a necessidade de domínios tradicionais. Empresas, instituições e projetos que desejam presença sólida na internet ainda dependem de domínios clássicos para comunicação, credibilidade, SEO, e-mails e controle de marca. O ENS entra como complemento, não como substituto.

Para marcas, o uso mais coerente do ENS é defensivo e estratégico. Registrar o nome da marca em .eth pode evitar apropriações indevidas e preparar o terreno para futuras iniciativas em Web3. Para indivíduos, o ENS pode funcionar como identidade digital persistente, especialmente para quem já atua no ecossistema de blockchain.

Outro ponto relevante é a natureza tecnológica desses ativos. Ferramentas, plataformas e soluções baseadas em blockchain evoluem rapidamente. Algumas ganham adoção, outras perdem relevância. O ENS, até o momento, consolidou-se como o padrão dominante de nomes na rede Ethereum, mas isso não significa que ele tenha o mesmo papel estrutural e permanente que o DNS possui na internet tradicional.

Enquanto domínios clássicos tendem a se valorizar com o tempo por serem escassos, memoráveis e universais, ativos tecnológicos costumam se depreciar à medida que novas soluções surgem. O ENS ocupa um espaço intermediário: é um nome escasso, mas inserido em um ambiente tecnológico ainda em consolidação.

Em termos práticos, investir em ENS faz sentido quando existe clareza de propósito. Para identidade Web3, proteção de marca ou uso direto em aplicações descentralizadas, ele cumpre bem sua função. Como investimento puramente especulativo, exige cautela, entendimento do ecossistema e consciência de risco.

No mercado de domínios, portanto, ENS não representa uma ruptura, mas uma extensão. Ele amplia o conceito de nome digital para além da web tradicional, sem substituir os fundamentos que sustentam a internet há décadas. Domínios clássicos continuam sendo a base da presença online. ENS aponta para novos usos, novas camadas e novas possibilidades, mas ainda caminha sobre terreno em formação.

Entender essa diferença é essencial para tomar decisões mais conscientes, seja como investidor, empreendedor ou detentor de ativos digitais.

02 janeiro 2026

A inteligência artificial pode copiar quase tudo, menos o seu domínio

A tecnologia nem sempre foi uma vantagem. Antigamente, se você lançasse algo rápido e bem-feito, isso bastava para ganhar. Hoje, essa crença está ultrapassada. A inteligência artificial consegue recriar sua startup, seu produto, sua mensagem e até sua interface de usuário mais rápido do que muitas equipes conseguem lançar uma atualização pequena. Sites clonados, sistemas de marca automatizados e imitadores baratos surgem o tempo todo. Eles não precisam programar ou montar equipes, só acesso às ferramentas certas e conexão com a internet. Mas há uma coisa que eles não podem copiar: o seu domínio. Esse é um ativo que é só seu e absolutamente insubstituível, e num mundo digital onde quase tudo pode ser replicado com trucos de marca, isso é mais importante do que nunca.

A maioria do que os fundadores antes consideravam defensável — velocidade, design do produto e até branding único — agora é frágil. Ferramentas de IA tornam muito fácil criar um negócio semelhante em 48 horas ou menos. O processo do cliente, preços e páginas de destino podem ser copiados, reembalados e lançados em um fim de semana. Startups não competem mais apenas com outras startups. Elas enfrentam sombras rápidas que imitam tudo, exceto a visão original. Mesmo equipes com vantagem inicial podem ser ultrapassadas por imitadores que copiam tudo, menos a visão própria.

Código e infraestrutura técnica também não duram tanto quanto antes. Frameworks evoluem, APIs desaparecem, e concorrentes podem ultrapassar com alguns prompts e interface elegante. Quase tudo pode ser duplicado com capital e tempo suficientes. Mas confiança, relacionamentos e comunidade são diferentes. Eles são construídos, não programados. É aí que o domínio entra: ele não é apenas um URL. É sua bandeira no terreno digital, sinal de seriedade e confiança. Ele diz aos clientes, investidores e concorrentes que você está aqui de verdade. Domínios excelentes podem ser adquiridos, mas os melhores exigem paciência e resiliência. Eles não podem ser engenharia reversa, falsificados ou gerados por uma ferramenta de IA. Uma vez possuídos, eles estão fora do mercado e tornam-se únicos num mundo de imitações.

Muitas empresas confiam demais em plataformas que não controlam — redes sociais, marketplaces e mecanismos dependentes de algoritmo — e tudo isso é temporário. O que funciona hoje pode ser bloqueado, banido ou enterrado amanhã. Quando alguém visita seu site, inicia-se uma conversa que ninguém mais pode interromper. Seu domínio e seu site são sua conexão direta com o público, incluindo lista de e-mail, conteúdo e mensagem. IA pode raspar seu site e copiar visualmente muitos elementos, mas nunca pode tirar o que há de mais potente na sua marca: a conexão instantânea que seu nome cria.

Fundadores costumam superestimar o quão “único” seu produto realmente é, e deveriam se perguntar: se alguém com mais orçamento e menos ética quisesse copiar meu negócio amanhã, conseguiria? Tenho algo que torne essa duplicação irrelevante? Meu negócio está protegido por algo que não pode ser recriado? Se essas respostas soarem frágeis, você não tem um negócio, tem uma vantagem temporária. Possuir um domínio defensável muda isso. Não é apenas um nome, é um ativo insubstituível. Nesse momento em que tudo digital se torna commoditizado, isso é raro.

IA pode imitar, mas não pode comprar seu domínio. Não pode conjurar um endereço digital premium. Uma vez que você o possui, ele não volta ao mercado. É como ter uma propriedade rarefeita: existe apenas uma. E seu valor não apenas permanece, ele tende a aumentar. Clientes lembram nomes. Eles digitam no navegador o nome original, não a imitação.

Domínios crescem em valor; IA não. Ferramentas de IA perdem valor quando surgem novas versões. Essa é a natureza da tecnologia: ela se deprecia. Seu domínio, ao contrário, é um ativo que aprecia. À medida que o ruído online aumenta, clareza se torna escassa. Por isso, possuir um domínio claro e memorável oferece vantagem estratégica. Investidores entendem isso. Clientes percebem isso. E compradores sérios pagam um prêmio por isso.

No final, a verdadeira vantagem não está em algo que pode ser replicado por IA. Ela começa com seu domínio. IA pode reproduzir aparências, experiências e código — mas não pode roubar seu nome nem apagar o significado que esse nome tem para seus clientes. Construa ao redor do seu domínio com confiança e proteja-o, porque essa porção do patrimônio digital é sua — e pode permanecer assim para sempre, se você assim escolher.